Why are flight cancellations so high in Europe?

Por que o número de cancelamentos de voos é tão alto na Europa?

De acordo com o ranking de aeroportos alemães, o Aeroporto de Frankfurt apresenta a maior taxa de cancelamento de voos na Europa, com 5,64%, seguido pelo Aeroporto de Munique (3,03%), Aeroporto de Berlim (1,82%), Aeroporto de Londres (1,42%) e Aeroporto de Düsseldorf (1,42%). Entre os cinco aeroportos com as maiores taxas de cancelamento de voos na Europa, quatro estão na Alemanha. Em termos de companhias aéreas, a Lufthansa "correspondeu às expectativas", liderando a lista das companhias aéreas europeias com o maior número de cancelamentos de voos. De fato, já no início de 2024, a taxa de cancelamento da Lufthansa havia atingido o pico de 5,99%, quase o dobro da registrada no mesmo período do ano anterior (2,97%). Do total de voos da Lufthansa em 2024, 12.792 foram cancelados, com uma taxa de cancelamento de 2,88%. Logo atrás estão a British Airways (2,06%), a KLM Royal Dutch Airlines (1,60%), a Swiss International Air Lines (1,45%) e a Eurowings (1,42%). Em contraste, as taxas de cancelamento de voos da TAP Air Portugal, Ryanair e Iberia são todas muito inferiores a 1%, sendo que uma taxa de cancelamento de aproximadamente 1% é considerada a média normal. Quanto aos atrasos de voos, dos 822.394 voos na Alemanha em 2024, 182.326 sofreram atrasos de pelo menos 15 minutos. Embora a taxa de atrasos da Alemanha não tenha sido a mais alta, seus 22,17% ainda a colocaram em sexto lugar na Europa. Essa alta taxa de atrasos causou grandes transtornos aos passageiros. Portugal liderou a lista com uma taxa de atrasos de 26,20%, seguido pela Grécia (25,77%), Suíça (25,54%), Holanda (23,13%) e Turquia. No geral, quase um em cada cinco voos na Europa (19,07%) sofreu atrasos de pelo menos 15 minutos. Além disso, atualmente, a Alemanha não possui capacidade para fabricar aeronaves comerciais. A Alemanha foi um país derrotado na Segunda Guerra Mundial e sua economia industrial nacional foi completamente destruída. Ao mesmo tempo, os países vitoriosos também proibiram a Alemanha de desenvolver qualquer trabalho relacionado à aviação pelos próximos 50 anos. No final da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética ocupou Berlim, na Alemanha, obtendo a maior parte dos dados técnicos e equipamentos e levando à força um pequeno número de engenheiros. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o Escritório de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos lançou uma operação secreta: a Operação Paperclip, que visava recrutar talentos da Alemanha nazista. Os Estados Unidos obtiveram a maioria dos engenheiros alemães e uma pequena quantidade de dados, enquanto a própria Alemanha carecia de talentos em tecnologia aeronáutica, o que também foi um dos motivos para o atraso no desenvolvimento de motores aeronáuticos alemães. Atualmente, a pesquisa e o desenvolvimento de motores aeronáuticos tornaram-se um campo altamente técnico e competitivo, com apenas alguns países e empresas possuindo tecnologias essenciais. Empresas americanas como a GE e a Pratt & Whitney, bem como a britânica Rolls-Royce, praticamente monopolizam o mercado. Esses gigantes não apenas possuem um vasto acúmulo tecnológico, como também detêm firmemente as principais patentes do setor. Em contrapartida, embora a Alemanha possua uma indústria básica forte, carece de profundidade em acumulação tecnológica e só pode contar com a cooperação internacional.

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